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sábado, 4 de novembro de 2017

EUFEMISMO: UMA FIGURA DE LINGUAGEM IMPORTANTE PARA OS LÍDERES



Ser líder, atualmente, não é uma função fácil, pois, com a eclosão das tecnologias da comunicação, as pessoas, felizmente, obtiveram voz e indagam as suas opiniões sobre variados temas. Tal senso crítico proliferou no ambiente corporativo e, assim, exige que o líder saiba se expressar na forma que os colaboradores não se sintam ofendidos e oprimidos.
Uma das formas de contornar futuros transtornos em relação às práticas comunicativas e que perpetue uma relação harmoniosa, entre líder e colaborador, é o uso da figura de linguagem – eufemismo.
Segundo o crítico literário Massaud Moisés (2013, p. 180) – fincado aos estudos de Nyrop-, salienta que “[...] designa o conjunto de meios linguísticos por meio dos quais mascaramos uma ideia desagradável, odiosa ou triste [...] é, pois, um abrandamento, graças ao qual evitamos o nome próprio nos casos em que o seu emprego poderia chocar por uma razão qualquer”. Cereja e Magalhães (2013, p.106), numa visão didática, relata que tal figura de linguagem “consiste no emprego de uma palavra ou expressão no lugar de outra palavra ou expressão considerada desagradável e chocante”. Estes autores trazem o seguinte exemplo para demostrar o uso prático do eufemismo:
Alma minha gentil que te partiste
Tão cedo desta vida [...]
Nesses versos de Camões, é verificado que o poeta português empregou o verbo “partir”, ao invés de “morrer”.
Voltando ao ambiente corporativo, listamos dez eufemismos que deve ser usado pelos líderes:
1 – “A sua compreensão está equivocada. ”
Ao invés de “ Você está errado. ”
2 – “Houve uma falha de comunicação sobre o que expliquei. ”
Ao invés de “Não entendeu nada o que eu disse. ”
3 – “A forma que executa o seu trabalho, não condiz com a política da empresa. “
Ao invés de “Você não faz nada correto. ”
4 – “Percebi que você anda desmotivado. O que posso te ajudar? “
Ao invés de: “Você está preguiçoso, não faz o que exijo. ”
 5 – “Tenha mais foco na execução da sua função, para que a empresa esmere bons resultados. ”
Ao invés de: “Converse menos e faça o que a empresa te paga. ”
6 – “Ultimamente, percebi a sua ausência na empresa. Houve algum problema que possamos te ajudar? “
Ao invés de “Você anda faltando bastante. “
7 – “Seu relatório foi contestado pelo cliente. Preciso que o revise, para celebrarmos um bom convívio com o mesmo. “
Aon invés de: “O cliente não gostou do seu relatório. Refaça agora! “
8 – “Infelizmente, não compreendi a mensagem do e-mail que me enviou. Pode me explicar sobre a temática do mesmo? “
Ao invés de. “Seu texto está mal escrito. Não compreendi nada. “
9 – “Algumas atitudes suas, ultimamente, não condiz com a filosofia da empresa, assim, necessitamos em lhe advertir. “
Ao invés de: “Você será punido por fazer coisas erradas aqui na empresa. “
10 – “Agradecemos pelo seu esforço conosco, mas, infelizmente, você foi desligado do quadro de colaboradores. “
Ao invés de “Você foi demitido. “

REFERÊNCIAS:
MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários.12 ed. São Paulo: Cultrix, 2013
CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens. 9 ed. São Paulo: Saraiva, 2013.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O USO DO HÍFEN



1 – Colocarás, com precisão, o hífen quando o segundo elemento iniciar com a letra H. Exemplos: super-homem, semi-hospitalar, anti-higiênico e etc.
Dica essencial: palavras que se iniciam com -des e -in não terás hífen, pois o segundo elemento perderás a letra H. Exemplos: desumano, inábil, inumano.
Dica essencial: A palavra “subumano” é uma exceção da regra.
2– Colocarás hífen em ex, sem, aquém, recém, além, pós, pré, pós. Exemplos: ex-marido, pós-venda, pré-projeto, sem-teto
3- Sempre colocarás hífen quando a vogal, do término do primeiro elemento e início do segundo, forem iguais. Exemplos: anti-inflamatório, micro-ondas, micro-ônibus, semi-interno.
4 – Colocarás, com todo amor, hífen quando o término do primeiro elemento e início do segundo for a mesma consoante. Exemplos: inter-racial, super-racional.
5 – Colocarás hífen, com todo cuidado, quando o segundo elemento começar por: açu, guaçu e mirim; todas de origem tupi-guarani. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim.
6 – Colocarás hífen em todos os encadeamentos vocabulares. Exemplo: ligação Angola- Moçambique, a divisa Liberdade-Igualdade- Fraternidade etc.
7 – Não irás colocar hífen quando a última e a primeira letra,  dos dois elementos, forem vogais diferentes. Exemplos: autoescola, coautor, extraescolar.
Dica essencial: No caso do prefixo CO, aglutina-se com o elemento posterior mesmo se for o vocábulo O. Exemplos: coordenar, cooperar, coobrigar, cooptar e etc.
8 – Não poderás colocar hífen se o primeiro elemento terminar com uma vogal e o segundo não começar com R o S. Exemplos: anticorrupção, geofísica, semiautomático.
Dica essencial: No caso de “vice”, o hífen continua. Exemplo: vice-presidente, vice-almirante.
9 – Nunca irás inserir hífen se o primeiro elemento terminar com uma vogal e segundo começar com R ou S e deverás duplicar essas consoantes Exemplos: antissocial, contrarregra, minissaia.  
10 – Jamais colocarás hífen quando o primeiro elemento termina com consoante e o segundo com vogal. Exemplos: interescolar, hiperativo, superinteressante.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CINCO VÍCIOS DE LINGUAGEM QUE VOCÊ JÁ UTILIZOU


Olá Caleidoscopianos e Caleidoscopianas, como vocês estão? 
Você já uso algum vicio de linguagem no seu cotidiano? Se falar que não, com certeza está mentindo! Nós usamos os vícios de linguagem todos os dias! Vamos listar CINCO VICIOS DE LINGUAGEM QUE VOCÊ, CALEIDOSCOPIANO, JÁ UTILIZOU.

5 BARBARISMO: desvio da língua padrão contendo erro de grafia ou pronúncia da palavra
Exemplo: Mãe, liga no ASTERÍSTICO, cinco, cinco, cinco, para inserir créditos no celular.

“Asterístico” não dá né, colega? Vamos reformular a oração
Reformulado: Mãe, liga no ASTERÍSCO, cinco, cinco, cinco, para inserir créditos.

4 CACAFONIA: é um som desagradável resultante da combinação de duas ou mais palavras.
Exemplo: O relatório final foi a parte que HAVIA DADO mais trabalho para os funcionários.
Antes de mais nada, a página é totalmente amiga dos gays, mas, pensando no mundo dos negócios, existem termos mais harmoniosos. Vamos reformular a oração:
Reformulado: O relatório final foi a parte QUE TINHA DADO mais trabalho para os funcionários.

3 GERUNDISMO: consiste em locução verbal formada dos verbos auxiliares ir+estar para expressar ações futuras. Esse tipo de construção passa ao interlocutor uma postura de não comprometimento.
Exemplo: Nosso gerente VAI ESTAR ENTRANDO em contato com o senhor e VAI ESTAR RESOLVENDO o seu problema.
Nossa, Caleidoscopianos, gerundismo é não harmonioso quando escutamos; feri os nossos ouvidos. Vamos reformular a oração:
Reformulado: Nosso gerente ENTRARÁ em contato com o senhor e RESOLVERÁ o seu problema.

2 CHAVÕES: são expressões ou frases que indicam falta de imaginação e de vocabulário e prejudicam à clareza de ideias. 
Exemplo: Venho através desta singela carta solicitar o meu desligamento à empresa.
Não há erros gramaticais nesse exemplo, porém está muito rebuscado e sem objetividade. Vamos reformular isso:
Reformado: Solicito nesta carta o meu desligamento à empresa.

1 AMBIGUIDADE: são frases que apresentam mais de um sentido, comprometendo a clareza e a precisão.
Exemplo: Aquela moça encontrou o menino EM SEU quarto.
Podemos fazer um questionamento sobre essa oração: O menino estava no quarto dele ou da moça? Vamos reformular essa oração com os dois casos:
Reformulado: Aquela moça encontrou o menino no quarto dela. Aquela moça encontrou o menino no quarto dele.

Percebeu que já usou os vícios de linguagem citados? Até logo!

sábado, 10 de dezembro de 2016

CINCO PLEONASMOS VICIOSOS DA LÍNGUA PORTUGUESA





Olá Caleidoscopianas e Caleidoscopianos, como vocês estão? Hoje é dia da lista da semana e vamos falar sobre os pleonasmos viciosos, mas, afinal, o que é pleonasmo? Pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste intensificar o significado de um termo através da repetição da própria palavra ou da ideia contida nela, como por exemplo, “Chovia uma triste chuva de resignação” (Manuel Bandeira).
Além de ser uma figura de linguagem, que é muito utilizada na linguagem literária, também é considerada como vício de linguagem, que é uma repetição desnecessária de algum termo ou ideia. Vamos conferir os cinco pleonasmos viciosos utilizados na língua portuguesa:

5 – “A escola tem que fazer um ELO DE LIGAÇÃO entre o aluno com o mercado de trabalho” – ELO JÁ SIGNIFICA LIGAÇÃO.
4 – “ENTREI PARA DENTRO de casa quando começou a anoitecer” – SE VOCÊ ENTROU, LOGO ESTÁ DENTRO.
3 – “Para você chegar na Igreja tem que SUBIR LÁ EM CIMA” – VOCÊ APENAS SOBE DE FORMA CRESCENTE, OU SEJA, PARA CIMA
2 – “Hoje me fizerem uma SUPRESA INESPERADA”- “SURPRESA” já indica que é algo inesperado.
1 – A CONCLUSÃO FINAL que eu cheguei é que estamos sem dinheiro para pagar as nossas dívidas” – “CONCLUSÃO” já indica final.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

5 frases que não devemos usar



5- “Há dez anos atrás” – Por Santa Maria da "Ragatanga", não podemos utilizar essa expressão! O verbo “há”, quando está relacionado a tempo, indica uma ação que já ocorreu. Assim, se utilizarmos a palavra “atrás”, cometeremos um pleonasmo. Sugestões: “Há dez anos” ou “Dez anos atrás”;

4- “Fazem sete anos que não a vejo” – Oi? E vai ficar sem ver! Por favor, Brasil, assim vocês partem o meu coração. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal. O correto é: Faz sete anos que não a vejo.
3 – Entre eu e você não tem nada sério. Ainda bem que não é nada sério, por que não dá para te defender, colega. Depois da preposição, usa-se mim ou ti. O correto: Entre mim e você não tem nada sério.
2 – Ele entrou dentro no banco. Estão brincando de Kill Bill comigo, não é? Se você já entrou, está dentro... uauuuuu! Cuidado com os pleonasmos. O correto: Ele entrou no banco.
1- Ele tinha chego atrasado na reunião. Chega de internet por hoje, mentira “genty”. Não existe o verbo “chego”. O correto: Ele tinha chegado atrasado na reunião.

sábado, 23 de julho de 2016

5 mitos gramaticais da língua portuguesa




5 - A vírgula é usada para que o leitor respire quando estiver lendo. Mentira, meus "xuxus"! Ela é de ordem sintática, ou seja, não se articula com as atividades respiratórias;

4- Toda palavra tem uma classe de palavra definida! Mentira do anooooo, migos! Dependendo do contexto, a palavra pode mudar de classe, como por exemplo: Meu vestido é VERDE (adjetivo)/ O VERDE (substantivo) está na moda. Conseguiram perceber?
3- O aposto e o vocativo devem ser separados apenas por vírgula. Muito cuidado com essa informação. Ambos pode ser separados por parênteses, dois pontos e outros sinais de pontuação. Exemplo: Prezados alunos: (VOCATIVO) Todos foram reprovados.
2- O, OS, A ,AS são artigos definidos e UM,UNS,UMA, UMAS são artigos indefinidos. Será que é isso mesmo? 
A carne é fraca. Você sabe qual é a carne?
Aquele UM é meu amigo. Um não definiu o amigo? 
Pode-se até dizer que esses dois exemplos são exceções da regra, mas uma regra não pode ter exceção, não é?
1 - "Ai, nossa, a língua portuguesa é muito difícil." Já escutaram isso? Gente, nenhuma língua é difícil! Todas têm suas particulares e definições, basta estudarmos e aprofundarmos na língua.